sábado, 20 de novembro de 2010

Planejar é Preciso!

Planejamento estratégico

Planejamento estratégico é o processo de elaborar a estratégia – definindo a relação entre a organização e o ambiente.
O processo de planejamento estratégico compreende a tomada de decisões sobre qual o padrão de comportamento que a organização pretende seguir, produtos e serviços que pretende oferecer, e mercados e clientes que pretende atingir.

Planejamento Tático

O planejamento tático tem por objetivo otimizar determinada área e não a organização como um todo, isto é, trabalha com decomposições dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidos no planejamento estratégico.

O planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores, ou seja, é realizado no nível gerencial ou departamental, tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução de objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia predeterminada, bem como as políticas orientadoras para o processo decisório organizacional.

Planejamento Operacional.

Preocupa-se com os métodos operacionais e alocação de recursos:
Detalhamento das etapas do projeto;
Métodos, processos e sistemas aplicados;
Pessoas: responsabilidade, função, atividades/tarefas;
Equipamentos necessários;

Prazos e cronograma.
Planos que especificam os detalhes de como devem ser alcançados os objetivos organizacionais globais;
Detalhado e analítico;
Curto prazo;
Microorientado;
Como fazer:
Procedimento (método);
Orçamento (recursos);
Programação (tempo);
Regulamento (comportamento).

Muito bem se na prática conseguíssemos aplicar tal fórmula na administração pública o resultado seria administrações com altos índices de aprovação popular.

Quem sabe um dia os administradores públicos não resolvem aplicar o planejamento nos seus atos administrativos.

Fonte de pesquisa Professora Marta Valentim


politicacidadania@gmail.com

Guilherme Pereira

Dilma estuda tirar o status de ministro do presidente do Banco Central

Correio Braziliense

Publicação: 20/11/2010 10:32 Atualização:

O glamour que reveste a Presidência do Banco Central vai acabar. Preocupada com o distanciamento da autoridade monetária de órgãos vitais, como os ministérios da Fazenda e do Planejamento, a presidente eleita, Dilma Rousseff, pretende extinguir o status de ministro conferido desde 2004 ao chefe do BC. O futuro ocupante do cargo não gozará de tal deferência administrativa, decisão que desagrada a Henrique Meirelles, atual presidente do banco.


Saiba mais...


A estratégia de Dilma é dar mais unidade à equipe econômica, acabando com um adereço funcional que, segundo técnicos próximos à petista, ficou marcado pelo casuísmo e serviu apenas para afagar o ego de Meirelles. Em campanha declarada para manter-se no posto, o presidente do BC condiciona sua permanência à manutenção da autonomia da instituição. A equipe da presidente eleita que cuida da montagem do novo ministério vê na demanda ares de chantagem, uma tentativa de “apequenar” o BC e de enfraquecer o próximo presidente.

Em reuniões internas com assessores, Dilma tem demonstrado irritação com o comportamento de Meirelles. Para ela, ao sugerir que o BC não terá autonomia durante seu mandato, ele reedita velhas disputas com a Fazenda e sinaliza ao mercado que a condução da política econômica será direcionada e pouco profissional a partir de 2011.

“A autonomia operacional não está em discussão. Isso será mantido. O Meirelles está forçando a barra porque quer ficar. O problema é que cada vez menos as pessoas querem que ele fique”, disse um técnico que acompanha as negociações para a composição do novo governo. O sucessor já estaria definido desde terça: Alexandre Tombini, diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro.

Blindagem

O título de ministro de Estado foi conferido a Meirelles em 2004 por força de uma Medida Provisória editada às pressas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Primeiro presidente do BC a obter essa condição, Meirelles investiu-se do cargo aliviado. A decisão do governo de promover Meirelles ao topo do organograma burocrático foi motivada pela abertura de um inquérito que o acusava de suspeita de sonegação, lavagem de dinheiro, crime eleitoral e remessa ilegal de dinheiro ao exterior. Tais desvios teriam ocorrido enquanto o representante do BC fez parte da cúpula do BankBoston.

A blindagem surtiu efeito. Por causa da nova condição de Meirelles, os processos contra ele migraram para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2007, depois de muita expectativa e especulações, as acusações foram arquivadas. “O status de ministro teve razão de ser naquele momento e para ele (Meirelles) especificamente. Hoje, não tem mais sentido. Atende só a uma vaidade do atual presidente do BC”, completou o técnico que participa a distância da formação da equipe de Dilma.

Ministro nega impor condições

Na Alemanha, Henrique Meirelles negou, na sexta-feira, ter atrelado sua permanência ao que quer que seja. “Não há condições impostas”, disse à agência Reuters. Segundo ele, Dilma assumiu compromissos públicos de que manterá o BC forte e independente. Uma vez eleita, reforçou, ela não abrirá mão desses conceitos ou cederá a pressões para satisfazer correntes políticas. “Iremos conversar na próxima semana e então eu posso pensar no futuro”, completou o presidente do BC.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Encontro de Fortalecimento da Rede de Atores Locais

Convite

Encontro de Fortalecimento da Rede de Atores Locais

A Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais e Ícone Gestão, Treinamento e Consultoria convidam para a reunião da etapa 6º etapa de acompanhamento do Projeto de Roteirização da Região das Águas. A equipe de consultoria estará realizando atividades de campo no período de 22 a 24 de novembro.

A consultoria realizará reunião com objetivo de Fortalecimento da Rede de Atores do Turismo Local. Logo sua presença é de extrema importância.

Seguem os dados sobre a reunião da sua região.

DIA 22/11 – Caxambu e Baependi / Reunião em Caxambu
LOCAL: Avenida João Pessoa, nº 284 - Centro
HORÁRIO: 18h00

Solicitamos confirmação de presença nos contatos abaixo
SETUR-MG: 3915-9455 / 39159457
E-mail: daniel.alves@turismo.mg.gov.br

Icone: 31-33175856/ 84365890/ 84365856
E-mail: contato@iconeconsultoria.tur.br

Contamos com a sua presença.

Atenciosamente,
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais e Ícone Consultoria

A encrenca de uma coalizão muito ampla

por Maria Inês Nassif, do Valor Econômico
Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo. A presidente eleita, Dilma Rousseff, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo. Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso. E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d’ água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura.
Pragmático, o presidente Lula, já na formação de seu primeiro governo, acenou para a sociedade como se sua eleição tivesse sido o produto de uma aliança política mais ampla do que realmente foi. A escolha de ministros comprometidos com a política ortodoxa, no campo da economia, teve a compensação que poderia dar naquele momento, diante da grave crise econômica que o Brasil atravessava: a imediata execução do Programa Fome Zero, posteriormente Bolsa Família, que integrou todos os programas de transferência de renda existentes.
O lado mais curioso dessa ampla coalizão (do ponto de vista da diversidade ideológica dos partidos aliados) foi a solução dada por Lula à Agricultura. Lula tomou o agronegócio como prioridade de governo e manteve o Ministério da Agricultura nas mãos de pessoas ligadas aos grupos ruralistas, que deram ao seu governo mais trabalho do que apoio no Congresso. No outro lado da balança, manteve um Ministério do Desenvolvimento Agrário sempre nas mãos de ministros ligados a movimentos sociais pela reforma agrária. A síntese dessa contradição foi um grande apoio ao agronegócio, mas uma política ativa de crédito e transferência de tecnologia voltada para a pequena propriedade e para a agricultura familiar. O Ministério de Desenvolvimento Social trabalhou articuladamente com o MDA junto a essas famílias, que pelo menos no início do governo estavam inseridas nos bolsões de miséria sob a mira das políticas sociais do governo. Agora já devem ter subido um pouco na escala social.
Dilma define políticas públicas antes de escolher nomes
Lula manteve sob permanente conflito o Ministério da Defesa, no segundo mandato sob a batuta de Nelson Jobim, e a Secretaria Especial de Direitos Humanos, primeiro sob Nilmário Miranda, depois sob Paulo Vannucchi, ambos comprometidos com o “direito à memória e à verdade”, ou seja, o esclarecimento das mortes, desaparecimentos e torturas ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985). Mais do que seus antecessores, Jobim intermediou as pressões dos militares para deixar as coisas como estão.
No segundo governo, Lula levou às pastas da Economia essa lógica do confronto. Caiu Antonio Palocci, que manteve no Ministério da Fazenda os quadros do governo de FHC e a formulação de política ortodoxa, e colocou Guido Mantega, “desenvolvimentista” – mas com o contraponto de Henrique Meirelles no Banco Central. Acabou dando certo durante a crise a política de forte intervenção do Estado na economia, via Mantega, e de curva muito lenta de declínio dos juros, via Meirelles. Mas o câmbio certamente pagou por isso.
No primeiro mandato, o confronto nas posições de política econômica incluiu também a Casa Civil, sob o comando de José Dirceu. A guerra, aí, não era apenas entre posições sobre política econômica diferentes, mas uma disputa pelo poder no governo e no PT. Com a queda de Palocci e a ascensão de Dilma à Casa Civil, esse foco de conflito diluiu-se e mais tarde, no auge da crise, houve um grande movimento de consenso entre Fazenda, Casa Civil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em torno de medidas anticíclicas que se mostraram mais eficientes do que a política ortodoxa adotada no governo anterior como resposta a sucessivas crises internacionais.
O bloco que está sendo articulado pelo PMDB com os pequenos partidos de direita na Câmara pretende puxar o governo para um ministério não apenas com muitos pemedebistas, mas mais conservador e menos progressista, em relação à dosagem feita por Lula. Para o PT, existe a opção de fazer também um bloco à esquerda, com os pequenos partidos de esquerda, mas ainda assim organizaria um bloco menor do que o conseguido pelo PMDB.
Resta saber como Dilma reage a esse tipo de pressão. Até o momento, pelas notícias saídas da equipe de transição, ela parece não ser partidária da lógica do conflito, que definiram, ao fim e ao cabo, os resultados do governo Lula. Dilma tem feito primeiro as formulações de políticas públicas. Os nomes, ao que tudo indica, virão depois de definido o rumo que ela quer para cada área. Na política econômica, já deixou claro que não trabalhará com a contradição entre política econômica heterodoxa e política financeira ortodoxa. É certo que o Brasil é outro – e Lula assumiu sob um quase default -, mas a presidente eleita declarou, com todas as letras, que perseguirá uma política de juros menores. O presidente do BC terá de se adequar a isso. Tem expressado também que aprofundará as políticas sociais de transferência de renda. Agora, é ver com adequa as políticas à escolha dos nomes.
A articulação de setores do DEM para incorporar o partido ao PMDB é assunto que, nesse momento, voltou para a gaveta. A avaliação feita pelo partido, na reunião da Executiva ocorrida na terça-feira, é a de que a articulação foi comprometida pela precipitação de alguns setores. Isso teria de ser articulado com muita habilidade, sob pena de provocar grandes resistências de diretórios regionais. E foi o que acabou acontecendo.
O interesse mais imediato na história é do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. E a quem a maioria atribui a culpa de ter levado o partido a apoiar José Serra, contra a convicção de quadros políticos importantes, de que o tucano paulista teria poucas chances de vitória. O filme do prefeito está um pouco queimado. E a discussão do que fazer com o partido foi adiada para depois da posse do novo Congresso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS PROVOCA AUDIÊNCIAS NA ASSEMBLEIA EM PROL DO LEITE E DO CAFÉ


A Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, cujo presidente é o deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSC) aprovou na terça-feira, 16, dois requerimentos importantes voltados para o leite e o café, de autoria do próprio parlamentar. O primeiro diz respeito a uma audiência pública que deverá ser realizada para discutir a proposta da criação de um fundo estadual do café. O outro requerimento tem a intenção de debater a proposta de fortalecimento do Projeto Minas Leite e do polo de excelência de leite e derivados. Segundo Antônio Carlos, estas iniciativas vão de encontro aos interesses do setor que pedem uma condição melhor para uma atuação mais competitiva no mercado. “O produtor é muito sofrido, é escravo do seu trabalho, paga muitas vezes para trabalhar, vive endividado, precisamos tentar mudar este cenário”, alertou Arantes, que também é produtor. O deputado também justificou estas iniciativas ao falar de vários encontros que teve durante a campanha. “Estivemos conversando com inúmeros produtores, representantes de sindicatos rurais, lideranças de cooperativas do segmento e juntamente com o deputado federal Carlos Melles, que é também um grande defensor dos interesses do homem do campo, nos comprometemos de lutar por uma política mais justa para quem depende da produção para viver”, justificou. No mandato que está para terminar, o parlamentar acumulou uma série de ações em torno dos interesses do produtor, que envolvem participação ativa nas discussões que envolveram o novo código florestal mineiro, criação de audiências e debates que deliberaram a perda de renda do produtor, a crise no setor de leite, a importância do café como elemento econômico, entre outros.

Fonte: Ricardo Gandra - 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CEMIG venderá "energia verde".

Cemig vai comercializar energia gerada a partir do lixo
A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig vai comercializar, a partir do início de 2011, energia gerada por meio do biogás, produzido pela decomposição do lixo e composto por metano e gás carbônico. O contrato de compra de energia elétrica incentivada – fonte alternativa – foi assinado nesta terça-feira (26) com o Consórcio Horizonte Asja, grupo italiano líder em seu país na produção de energia por meio de fontes renováveis.
Contratado pela Prefeitura de Belo Horizonte, o consórcio faz a exploração do gás no aterro sanitário da BR-040, desativado em 2007, no Bairro Jardim Filadélfia, Região Noroeste da capital. No local, instalou-se a Estação de Aproveitamento de Biogás e uma usina termelétrica, que vai gerar energia utilizando os 21 milhões de toneladas de lixo acumulados em mais de 20 anos.

De acordo com o diretor Comercial da Cemig, Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga, a Empresa vai comprar a energia produzida pela Asja com o objetivo de ofertá-la a seus clientes corporativos, ampliando a gama de opções de seus produtos e, principalmente, oferecendo ao mercado mais uma alternativa de fonte sustentável.

“A energia proveniente desse contrato é uma energia limpa, que tem impacto positivo sobre o meio ambiente”, destaca o diretor. “No processo de geração, há o aproveitamento do biogás produzido pelo lixo do aterro sanitário, que até então representava sérios riscos ao meio ambiente e à população”, explica Bernardo Alvarenga. Pelo acordo firmado, a Cemig receberá anualmente, de 2011 a 2014, 4,9 MW médios, energia suficiente para abastecer todo o município de Diamantina naquele período.

Para o presidente da Asja Brasil, Enrico Roveda, a parceria com a Cemig é o primeiro passo para que aconteçam outras iniciativas de comercialização de “energia verde”. Ele ressalta que a Cemig está participando de um empreendimento pioneiro em que se tem a geração de energia elétrica a partir do lixo, uma vez que é o primeiro em Minas Gerais e o terceiro no Brasil.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Governo destina R$ 22 milhões para ONGs investigadas

Vinícius Sassine

Publicação: 15/11/2010 06:25 Atualização: 15/11/2010 07:36

Investigadas por três anos por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado e suspeitas de praticar irregularidades com o dinheiro público, oito organizações não governamentais (Ongs) continuaram a ser financiadas e a firmar convênios com a União nos últimos dois anos. As transferências de recursos e os gastos diretos do governo federal com essas entidades chegam a R$ 22,17 milhões em 2009 e em 2010. Neste período, as Ongs já respondiam a acusações de mau uso do dinheiro, repassado por meio de convênios anteriores. Mesmo assim, a União firmou novos convênios com quatro dessas entidades, no valor de R$ 6,7 milhões.


Entidades sem fins lucrativos, cujos dirigentes são ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), também continuaram a ser irrigadas com dinheiro público, mesmo com a existência de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar desvios de recursos. O governo federal gastou em 2009 e em 2010 (a CPMI foi aberta no ano passado e encerrada no mês de julho) mais de R$ 18,4 milhões com Ongs ligadas ao MST. Novos convênios publicados nesses dois anos preveem repasses de R$ 14,86 milhões.

O Estado de Minas fez os dois levantamentos com base nas informações divulgadas no Portal da Transparência, atualizado pela Controladoria-Geral da União (CGU). Os repasses a Ongs envolvidas em suspeitas de irregularidades ou ligadas ao MST diminuíram depois de as constatações de problemas no uso do dinheiro, mas não cessaram, como constatou a reportagem. As entidades analisadas foram investigadas e citadas no relatório final da CPI das Ongs, encerrada na semana passada no Senado. No caso das associações, cooperativas e centros de capacitação ligados ao MST, a análise dos repasses do governo levou em conta uma lista elaborada pela Ong Contas Abertas em março do ano passado. Nela aparecem 43 entidades cujos dirigentes desempenham alguma função no movimento dos sem-terra. Boa parte delas continua a ser financiada pelo governo federal.

Festa do Peão Entre as quatro Ongs citadas no relatório final da CPI e que continuaram a firmar convênios com a União, a principal beneficiada é a entidade Os Independentes, responsável pela Festa do Peão de Barretos (SP). Mesmo investigada, a entidade assinou três convênios com o Ministério do Turismo este ano e mais dois no ano passado, no valor de R$ 5,7 milhões. O dinheiro deveria ser utilizado em três diferentes eventos em Barretos – o maior montante é para a Festa do Peão. Mas, conforme o próprio Ministério do Turismo, a prestação de contas de pelo menos um convênio foi insatisfatória.

Em nota enviada ao EM, a assessoria de comunicação do ministério informa que a prestação de contas do convênio firmado para a realização do 7º Barretos Motorcycles deixou de apresentar alguns documentos essenciais, necessários para a comprovação da correta aplicação do dinheiro público. "O convenente foi notificado a apresentar documentação complementar sob pena de inscrição no cadastro de inadimplentes", informa a nota.

Outros dois convênios, para a realização da Festa de Barretos (são quase R$ 2,5 milhões), ainda dependem de análise pelo Ministério do Turismo. Por causa do "atraso" para a liberação do dinheiro, a vigência de um dos convênios foi prorrogada até 20 de dezembro. Os Independentes teriam até o dia 13 deste mês para apresentar a prestação de contas do outro convênio. Como foi um sábado, e por causa do feriado de hoje, o último dia para a prestação de contas é amanhã.

"No momento da assinatura dos convênios não havia qualquer impedimento legal para tanto", justifica o Ministério do Turismo. O senador Raimundo Colombo (DEM-SC), governador eleito em Santa Catarina, chegou a pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal da entidade, como parte dos trabalhos da CPI das Ongs. Segundo o relatório final da CPI, o Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou dois processos, em 2006 e 2007, para apurar a aplicação de dinheiro da União na Festa do Peão de Barretos. A quantia em análise é de R$ 1,4 milhão. "Desde 1999, nenhuma Ong de Barretos surge na contabilidade pública como destinatária de recursos para a promoção anual da festa. Em 2006, Os Independentes recebem R$ 2,93 milhões", cita o relatório final da CPI. O EM tentou ouvir os representantes da Ong, mas a assessoria de imprensa da entidade não deu retorno até o fechamento desta edição.

Repasses sob suspeita

Organizações não governamentais (Ongs) investigadas por supostas irregularidades continuaram a receber dinheiro da União nos últimos dois anos:

Entidades citadas na CPI das Ongs

Transferência de recursos do governo
São repasses feitos depois de a assinatura prévia de convênios. Mesmo sob suspeita, as transferências continuaram:
2009: R$ 14,44 milhões
2010: R$ 6,08 milhões
Total: R$ 20,52 milhões
As entidades: Finatec, Unitrabalho, Instituto Uniemp, Os Independentes, Fundação de Aprimoramento e Desenvolvimento de Recursos Humanos do Amazonas

Gastos diretos do governo
O governo contrata uma entidade, geralmente por meio de licitação, e faz os pagamentos diretamente à contratada:
2009: R$ 1,23 milhão
2010: R$ 408 mil
Total: R$ 1,64 milhão
Algumas entidades: Finatec, Instituto Uniemp e Os Independentes

Novos convênios
Mesmo com as investigações em curso, a União firmou novos convênios com as Ongs. Os valores são os seguintes:
2009: R$ 3,18 milhões
2010: R$ 3,52 milhões
Total: R$ 6,7 milhões
As entidades: Finatec, Os Independentes, Unitrabalho e Federação das Associações do Perímetro Irrigado Jaguaribe

Fonte: Levantamento do EM no Portal da Transparência do governo federal


domingo, 14 de novembro de 2010

Predio da Prefeitura de Caxambu é Invadido!

Por volta das 15 horas deste Domindo, a policia militar foi acionada por moradores e informada da atitude suspeita de uma mulher nas proximidades do prédio da prefeitura, localizado na Rua Dr. Enout, comparecendo ao local os policiais perceberão que a porta de acesso à farmácia estava arrombada, durante as buscas no local foi encontrado dentro da farmácia municipal uma mulher, a meliante foi presa e conduzida à delegacia de policia local.