sexta-feira, 7 de maio de 2010

COPA 2014 UM SONHO QUE ESTÁ SE TORNANDO REALIDADE!


Tenho hoje a imensa satisfação de poder falar sobre o sonho de Caxambu se tornar cidade satélite da copa 2014, participei no dia 04/05/2010 da reunião realizada no salão do Palace Hotel com a representante da (MATCH SERVICES empresa credenciada pela FIFA para escolher as cidades que participarão como cidade satélite da Copa 2014), esteve em Caxambu para fechar os contratos de hospedagem com a rede hoteleira de Caxambu e região, apesar de muitos acharem que era loucura, que Caxambu não tinha potencial, que isto era utopia, bem, posso dizer que estavam errados e que quando temos um sonho devemos trabalhar para que se torne realidade.

Demos o segundo passo, conseguimos credenciar Caxambu e região, agora precisamos fazer o dever de casa, que consiste em estruturar a cidade para receber os turistas e quem sabe a realização de um outro sonho que é receber uma seleção de futebol durante a copa.

Claro que como caxambuense não posso deixar de agradecer ao empenho de todos aqueles que de alguma forma trabalharam para que pudéssemos credenciar Caxambu como cidade satélite. Sei que a jornada ainda é muito longa e cheia de obstáculos, mas com união tenho certeza de que realizaremos este sonho.

E para os videntes, políticos ou não, que sempre dizem que nada vai dar certo, quero lembrar que estes mesmos disseram que o Supermercado Carrossel jamais iria inaugurar, foi inaugurado e esta muito bem, também disseram que a obra do balneário nunca ficaria pronta está quase pronta, disseram ainda que Caxambu não seria cidade satélite, os hotéis assinaram os contratos para hospedagem e credenciamento de Caxambu para a Copa 2014.

E agora quais serão as próximas previsões?

Sei que na verdade não são videntes, mas sim, pessoas mal intencionadas que só pensam em si próprias e torcem contra tudo que pessoas de bem fazem para melhorar Caxambu, já estamos cansados de gente que torce contra tudo, Caxambu precisa e de cidadãos que arregacem as mangas e trabalhem para o progresso e não de pessoas pessimistas com más intenções, que praticam a política do quanto pior melhor...

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam muitos dias, e são muito bons;
Há homens que lutam muitos anos, e são melhores;
Mas há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis!

Bertold Brecht
Guilherme Pereira
politicacidadania@gmail.com

sábado, 17 de abril de 2010

2ª. Guerra Mundial, Soldado Brasileiro um Exemplo de Cidadania!

Havia uma tropa que não distribuía a comida que sobrava nem queimava o excedente para evitar contaminações. Ela dividia sua comida com os habitantes e as crianças entravam na fila antes dos soldados. Eram os brasileiros.

Sergio Paulo Muniz Costa

(Folha de São Paulo) - No momento em que o Estado brasileiro ainda debate sobre o cumprimento de um acordo diplomático de extradição com a Itália, a respeito do senhor Cesare Battisti, é oportuno destacar que ontem, dia 14 de abril, completaram-se 65 anos daquela que pode ser considerada a maior vitória da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária nos campos de batalha da Itália.
Montese foi o pontapé nas dobradiças que ajudou o 4º Corpo de exército norte-americano a arrombar uma porta da linha Gêngis-Khan, a última linha defensiva germânica. Foi a primeira grande vitória obtida exclusivamente pelos brasileiros, da maneira brasileira, com a participação de batalhões dos três grandes e tradicionais regimentos de infantaria originalmente sediados nos Estados de São Paulo (o 6º), Minas Gerais (11º) e Rio de Janeiro (1º).

A manobra continha a ideia da moderna infiltração, hoje familiar à nossa infantaria, e o êxito em muito se deveu à ação audaciosa do pelotão do tenente Iporã Nunes de Oliveira, do 11º RI, de Minas Gerais.

Surpreende constatar que a passagem das tropas brasileiras no norte da Itália está nítida na paisagem e nas pessoas da região da Emilia-Romanha. Monumentos de eloquente singeleza feitos pelas municipalidades locais despertam emoção em quem lê os agradecimentos pela participação brasileira na luta pela liberdade e pela democracia.

Préstimos e sorrisos se abrem a quem pede informações sobre os locais por onde passaram os brasileiros, e se apontam as alturas onde lutaram "i soldati brasiliani".

O monumento brasileiro no sopé de Monte Castelo está no lugar certo.

Não é preciso conhecer a história ou a ciência militar nem ler o texto correto que ali se encontra, castigado pela neve e pelo vento gelado, para pressentir o campo de batalha, onde honra e sacrifício arrostaram as metralhadoras e morteiros alemães.

Dali, voltando o olhar para o sul, pode-se perceber a famosa estrada 64 serpenteando ao lado do Reno na direção de Pistoia, por onde fluíam para a luta os suprimentos e reforços e refluíam os feridos e mortos. O monumento votivo militar brasileiro em Pistoia é um lugar de paz, ao lado do pequeno cemitério que a comunidade resolveu limitar para dar lugar aos mortos brasileiros que ali repousaram. O pároco local, percebendo brasileiros, apressa-se em lhes entregar lembranças e folhetos do monumento.

O que ficou em todos esses locais por onde passaram as tropas brasileiras? Por que essa memória dos brasileiros, que nem maioria eram naquela Babel de tropas aliadas?

Os números da FEB, segundo padrões brasileiros, impressionam até hoje -cerca de 25 mil homens e mulheres-, mas não eram predominantes. A dimensão do esforço e dos feitos da divisão de infantaria da FEB parece ainda não ter sido notada pelos historiadores brasileiros. Assim, não é de se esperar que o seja por estrangeiros.

Uma pista veio da curiosidade de um adido militar brasileiro, impressionado com a disposição de um italiano em ceder o terreno para acolher um monumento brasileiro. O proprietário, percebendo a pergunta não feita, antecipou-lhe a resposta: "Nós não esquecemos". Havia uma tropa que não distribuía a comida que sobrava nem queimava o excedente para evitar contaminações.

Ela dividia sua comida com os habitantes e as crianças entravam na fila antes dos soldados. Eram os brasileiros.

Após a rendição alemã, o Brasil declinou do oferecimento de um setor de ocupação aliado na Áustria. Fez bem. Das guerras, o país ficou apenas com lembranças, e, se andou pelo lado certo da história, muito deve à cordialidade, seu traço cultural distintivo.

Mas não foi só isso. Uma sensata tradição diplomática de respeito ao direito internacional deu-lhe credibilidade, um patrimônio a ser preservado com a atuação equilibrada do governo brasileiro nos grandes temas da política internacional. O que, no caso da extradição com a Itália, recomenda o afastamento de qualquer decisão política que ameace a amizade e o reconhecimento dos italianos a tudo aquilo que o Brasil lá deixou em prol dos direitos dos povos.

As lembranças de guerra do Brasil estão vivas no bom combate que travou na luta pela paz. Preservemo-las.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Audiência Pública em Passa Quatro!

Assembleia pode criar comissão especial da Serra da Mantiqueira

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais poderá ter uma comissão especial da Serra da Mantiqueira. A proposta foi lançada pelo deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), durante audiência da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em Passa Quatro (Sul de Minas), nesta quinta-feira (15/4/10). Os participantes do encontro criticaram duramente a proposta de criação do Parque Nacional Altos da Mantiqueira, considerada autoritária e sem a devida escuta à sociedade. A maior preocupação é quanto aos produtores rurais, que podem ter suas terras desapropriadas, ficando à mercê dos processos de indenização.

Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), que solicitou e coordenou a reunião, enfatizou que o encontro marcou a entrada oficial da Assembleia de Minas nas discussões sobre o parque. Aproveitando a presenças de deputados e prefeitos de Minas e São Paulo, o deputado Antônio Carlos Arantes propôs também a criação de uma comissão, envolvendo ainda o Rio de Janeiro, para tratar do assunto com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e com o ministro da Secretaria de Assuntos Institucionais, Alexandre Padilha. Todas as propostas serão encaminhadas por meio de requerimentos na ALMG.

Parque - A criação do Parque Nacional Altos da Mantiqueira é uma proposta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do Ministério do Meio Ambiente. O projeto prevê a conservação de cerca de 90 mil hectares em 16 cidades de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, atingindo seis municípios mineiros. A Serra da Mantiqueira é uma cadeia montanhosa que se estende pelos três estados e compreende um maciço rochoso com grande área de terras altas, entre mil e quase 3 mil metros de altitude. A maior parte da serra, cerca de 60%, encontra-se em terras mineiras.

Prefeitos criticam processo e temem prejuízos financeiros

Vários prefeitos participaram da audiência e criticaram a forma como o projeto de criação do parque foi conduzido. Eles querem a suspensão da proposta. O chefe do Executivo de Guaratinguetá (SP), Junior Filippo, relatou que soube do processo em sua última fase, de audiências públicas. "Se um circo chega na cidade, tem que pedir autorização da prefeitura, mas um parque que usará 15 mil hectares da cidade pode ser criado goela abaixo", criticou. Filippo lembrou que a Área de Preservação Ambiental (APA) Serra da Mantiqueira ainda não tem plano de manejo e que essa luta será priorizada pelo município. A APA foi criada em 1985.

O vice-prefeito de Passa Quatro, Antônio Claret Esteves, afirmou que o parque poderá acirrar o êxodo rural, com impacto nos serviços públicos e na produção de alimentos. Segundo ele, há 30 anos, 30% da população do município moravam na zona rural. Hoje, esse contingente não chega a 10%. "Alguns pontos do projeto também estão confusos, como o mapeamento das áreas atingidas e da zona de amortecimento e o pagamento de indenizações", afirmou. Segundo Claret, 30% da área de Passa Quatro estariam inseridas no parque.

A questão das indenizações foi abordada também pelo prefeito de Piquete (SP), Otacílio Rodrigues. Segundo ele, há produtores que foram desapropriados para a criação das unidades de conservação de Itatiaia e Bocaina e que, até hoje, não receberam por suas terras. Já o prefeito de Delfim Moreira, Carlos Antônio Ribeiro, enfatizou o prejuízo financeiro. Segundo ele, o município tem 59% de suas terras preservadas, com espécies nativas. Por outro lado, 70% de sua renda vêm da silvicultura e 70% da madeira está na área destinada ao parque, onde vivem também 300 famílias.

Deputados condenam decisões impostas

Os deputados também se manifestaram contra a imposição do parque pelo ICMBio. Dalmo Ribeiro Silva lembrou que a edição de um decreto presidencial de criação da unidade deve ser precedida de debate, até mesmo porque sua revogação não compete ao presidente, mas ao Legislativo federal. "Vamos falar com o governador Anastasia, para que haja também uma posição oficial do Governo de Minas", anunciou. Já Doutor Ronaldo (PDT) comparou o problema vivido pelos produtores rurais ao dos atingidos por barragens, que também têm suas terras expropriadas. "É preciso respeito ao cidadão", afirmou.

Antônio Carlos Arantes citou sua própria experiência como produtor rural na região do Parque Nacional da Serra da Canastra. Segundo ele, como as unidades de conservação não têm estrutura de fiscalização e manutenção, as terras ao redor do parque, de propriedade dos produtores, estão mais protegidas. "Se há um incêndio no parque, não há quem apague", exemplificou. Ele defendeu que a União reserve recursos para desapropriações antes de iniciar qualquer processo de criação de parques, como as prefeituras são obrigadas a fazer.

O deputado Carlinhos Almeida (PT-SP) afirmou que recebeu a notícia da criação do parque pela imprensa. Segundo ele, o ICMBio prometeu diálogo, mas isso não se efetivou. "Há 15 dias um grupo técnico que discute o assunto pediu a íntegra do processo. O instituto prometeu entregar em dez dias e ainda não o fez", criticou. Segundo o parlamentar, as autoridades paulistas sugerem a criação de áreas menores de proteção, tendo os produtores rurais como parceiros. Também o deputado Padre Afonso Lobato (PV-SP) afirmou que não questiona a preservação, mas o processo. Segundo ele, a proposta de se fazer um projeto mais participativo não teve sucesso.

ICMBio reconhece erros, mas aponta avanços

O diretor do APA Serra da Mantiqueira, Clarismundo Benfica do Nascimento, que representou o ICMBio na audiência, reconheceu os erros da instituição no passado, mas salientou avanços como a criação do grupo técnico, que vem discutindo o assunto. Segundo ele, a proposta de conservação integral do alto da Serra da Mantiqueira se deve à necessidade de preservar importantes áreas de recarga hídrica e também de vegetação contínua de mata atlântica, que ocorre em 94% da área a ser preservada. "Isso requer um olhar diferenciado", reforçou.

Os avanços alegados pelo ICMBio, no entanto, são questionados pelo arquiteto Urbano Reis Patto Filho, coordenador de gestão estratégica da prefeitura de Pindamonhangaba (SP). Ele participa do grupo técnico e aponta que o material oferecido pelo instituto é fraco e tem apenas dados genéricos e defasados, sem um estudo dos impactos socioeconômicos. "O grupo quer discutir para ter uma proposta ao final do processo. Mas o ICMBio não abre mão do parque", criticou.

Além de Nascimento, do ICMBio, apenas Orlando Mohallem, do clube de montanhismo de Itajubá, defendeu que as montanhas da região tenham apenas produção de água e se destinem exclusivamente ao turismo. "As braquiárias estão tomando conta dos topos de morros", denunciou. Ainda assim, ele defende a preservação, mas não necessariamente na forma de um parque.

Participantes veem relação entre produção e preservação

Vários produtores e representantes de entidades ligadas à agricultura rechaçaram a dicotomia entre produção e preservação do meio ambiente. Eduardo Arantes do Nascimento, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), citou o exemplo do Rio das Velhas, que é poluído por esgotos de Belo Horizonte, e não pelas plantações ao longo de seu curso. "O campo não pode pagar, sozinho, a conta da preservação", decretou. Segundo ele, unidades de conservação estão sendo criadas para compensar grandes empreendimentos, prejudicando pequenos produtores.

Andreia de Fátima Silva, da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), também criticou o projeto do parque e salientou que ele nem sequer menciona as indenizações. Na fase de debates, produtores também relataram suas ações de preservação e a dificuldade para se conseguir crédito para tocar os negócios, em função da falta de garantias, já que as terras podem ser desapropriadas. Segundo eles, os documentos de posse das áreas são frágeis e dificultarão o recebimento de indenizações.

Presenças - Deputados Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Antônio Carlos Arantes (PSC) e Doutor Ronaldo (PDT). Participaram ainda da audiência os prefeitos de Marmelópolis, Valmir Alves, e de Virgínia, Edson Ramos; o vice-prefeito de Itanhandu, João Esteves; vereadores da região, o representante do Ministério Público, Flávio Mafra Brandão de Azevedo, sindicalistas e representantes da Polícia Militar.





Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - www.almg.gov.br

Rua Rodrigues Caldas,30 :: Bairro Santo Agostinho :: CEP 30190 921 :: Belo Horizonte :: MG :: Brasil :: Telefone (31) 2108 7715


quarta-feira, 7 de abril de 2010

SETE DE ABRIL: DIA DO JORNALISTA

Homenagem aos que vivem da notícia


Salve, salve leitoras e leitores queridos! Gostaria de pedi-los, por obséquio, uma grande licença para me render em homenagens aos meus prezados companheiros de imprensa, afinal dia 7 de abril foi comemorado o dia do jornalista. E, por favor, não se trata de um discurso corporativista, porque também sei que existem aqueles que utilizam as nossas funções para manchar a índole dos que exercem seu cargo com ética, transparência e dedicação.
Mas voltando ao assunto, para homenagear aos grandes profissionais, preciso citar os que mais admiro neste segmento. O que falar, por exemplo, de Alexandre Garcia, perseverante em seus posicionamentos críticos para citar as peripécias de políticos como os “Arrudas, Collors e Malufs da vida”. O jornalista abusa de seu vocabulário rico para qualificar corruptos de terno com adjetivos apropriados sem necessitar do uso estapafúrdio do português. Ele nos lembra que precisamos renovar o nosso espírito de cidadania e ao mesmo tempo indignação.
O que dizer de Ricardo Boechat, profissional exemplar que se divide em seu tempo integral para disseminar as informações na rádio Bandeirantes e na própria emissora de televisão. Ser humano que deveria ter como sobrenome “dedicação e amor ao jornalismo” e que por meio do seu olhar crítico transparece ao telespectador a credibilidade.
E Boris Cazoy, o homem que lançou o chavão “Isto é uma vergonha”, retrato da inconformidade e da revolta diante da inércia das autoridades que nada fazem para mudar quadros perplexos de calamidade e de caos que se imperam diante de gestores públicos, que só utilizam a janela para testemunhar em silêncio a própria falta de capacidade de administrar problemas.
O que comentar da extraordinária Marília Gabriela, mulher sedenta de conhecimento e aficionada pela juventude masculina. Ao brincar com Marília, sinto-me à vontade para dizer que minha faixa etária não agradaria a ela, mas brincadeiras a parte, eu me reverencio para citar esta mulher como uma das maiores entrevistadoras do País, uma profissional capaz de retirar frases impactantes e competente para tornar uma entrevista mediana em um relato de confissões inesquecíveis.
Na lista de jornalistas que exalam competência, criatividade e desempenho diferenciado, não poderia deixar-me de render a Arnaldo Jabor, jornalista, crítico por si só, um verdadeiro malabarista com as palavras e muitas vezes o maior cético da política brasileira, minucioso na hora de empregar as palavras, o verdadeiro dono da hibridação entre a crítica e a poesia.
A minha singela, mas sincera reverência ao meu amigo jornalista Marcelo Rios, colunista social do jornal Hoje em Dia há muitos anos, periódico belo-horizontino, guaxupeano de nascença, homem da capital por coração, coração que não resistiu a um Câncer avassalador e que deixa a imprensa mineira mais triste. Jornalista que já venceu o Prêmio Esso, que já havia vestido de repórter policial, mas que pela sua capacidade de se socializar com o mundo, tornou-se uma das grandes referências do jornalismo cultural, de moda, das artes. A ele, a nossa homenagem e uma grande saudade do seu brilhantismo.
Para terminar, como não mencionar Armando Nogueira, o craque das palavras, o exímio mágico das estrofes, a sensibilidade empregada nas discussões as quais se envolvia, o professor de todos nós, o maior sábio das crônicas esportivas, o nosso profundo respeito e admiração por tudo que ouvimos, lemos e vimos. Saudades mestre!
Aos meus colegas jornalistas, o meu afetuoso abraço e a homenagem deste pobre aprendiz! Viva!


Att,
Ricardo Gandra
Palestras de Comunicação e Marketing
31 9249-0441

sexta-feira, 2 de abril de 2010

CIDADANIA!

Para você o que é ser cidadão? Todos os dias a gente ouve falar em cidadania, em respeito aos direitos do cidadão. Apesar de serem termos muito utilizados, nem sempre sabemos exatamente o que significam.

Consultando o dicionário, descobrimos que cidadão é a pessoa que se identifica culturalmente como parte de um território e seus costumes; é aquele que usufrui dos direitos e que cumpre os deveres estabelecidos em Lei. Assim, exercer a cidadania é ter consciência das suas possibilidades e obrigações, é lutar para que o que é justo e correto seja posto em prática, é entender que cada ação tem um efeito para si e para os outros.
No entanto precisamos saber que os direitos que nos caxambuenses temos não nos foram conferidos, mas sim conquistados. E na maioria das vezes compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem está no poder para os que estão em baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e intervenção social.
A cidadania não surge do nada como um truque de mágica, nem tão pouco a simples conquista legal de alguns direitos significa a realização destes direitos. É necessário que nós cidadãos participemos, sejamos ativos, façamos valer nossos direitos. Não será simplesmente porque existem leis, que automaticamente deixarão de existir os desrespeitos aos nossos direitos ou então estes direitos se tornarão efetivos? Não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, esses serão letra morta, ficarão só no papel.
Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser exercida diariamente porque cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e tomando consciência mais ampla dos nossos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania.
A cidadania expressa um conjunto de direitos que nos dá a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de nossa cidade. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social.
A verdadeira cidadania se constrói com a prática da política e não da politicagem, fazer política é amar pessoas compromissadamente; politicagem é usar pessoas descaradamente; Política é uma missão totalmente divina; politicagem é uma prática genuinamente satânica; Política implica em respeitar, preservar e defender as instituições para que elas alcancem seus objetivos de promover as pessoas; Politicagem implica em manipular as instituições para que sirvam a objetivos corporativos e pessoais; Política é a arte de estabelecer fundamentos para o futuro a fim de que a próxima geração seja beneficiada, celebrando com gratidão a memória dos estadistas do passado; politicagem é o legado imoral recebido por filhos que dizem sem constrangimento: “estamos curtindo o que nossos pais roubaram do povo no passado”.
A escolha é sua. Você pode achar que não tem mais jeito e não fazer nada por sua cidade ou você pode se juntar às pessoas que querem fazer e criar soluções.
“Todo homem que se vende recebe muito mais do que vale.” - Barão de Itararé
“Tolo é aquele que afundou seu navio duas vezes e ainda culpa o mar” - Publilus Syrus

Guilherme Pereira
politicacidadania@gmail.com

sábado, 20 de março de 2010

Serra nega que tenha dito que é candidato: foi o Datena

Do Terra

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), negou, após evento público, negou que tenha se declarado candidato à Presidência da República em um programa da TV Bandeirantes. “O Datena (José Luiz Datena, apresentador do programa) é quem falou isso”, disse Serra.

A assessoria de imprensa confirmou, em um primeiro momento, que Serra falou como candidato durante a entrevista, mas depois negou que o governador confirmou a candidatura.

“Agora há pouco, o Serra numa entrevista exclusiva para mim no Palácio dos Bandeirantes confirmou que é candidato à Presidência da República”, disse Datena. Pouco depois o apresentador amenizou o anúncio: “ele praticamente confirmou… dá pra entender na entrevista, uma entrevista longa inclusive”.
Segundo a assessoria do governador, na entrevista ele teria dito que “iremos disputar nossas biografias”, referindo-se à pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
O PSDB espera há meses a manifestação pública de Serra sobre a disputa presidencial. Nas últimas semanas, líderes tucanos têm reclamado publicamente pelo fato de o governador não ter se lançado ainda pré-candidato à Presidência.
O governador deve deixar o cargo até os próximos dias para poder disputar a Presidência. O PT lançou em fevereiro a pré-candidatura de Dilma. As candidaturas às eleições de outubro serão formalizadas apenas em junho, quando os partidos realizam convenções específicas para isso.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia, presidida pelo deputado Antônio Carlos (C) quer legalizar a produção do queijo artesanal em outras regiões no Estado.

Dep. Antonio Carlos Arantes Presidente Da Comissão de Agricultura



Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), cujo presidente é o deputado Antônio Carlos Arantes (PSC), tem trabalhado para alterar a lei 14.185, de 2002, que dispõe sobre o processo de produção de queijo minas artesanal. As discussões estão em 1º turno e tem o objetivo de promover o reconhecimento dos processos regionais do queijo como patrimônio histórico e de incentivar a legalização de sua produção para outras áreas, além das quatro regiões autorizadas para este fim. As regiões legalizadas no Estado para a produção do queijo artesanal são a da Canastra que tem como cidade referência São Roque de Minas; o Cerrado representado por municípios como Patos de Minas, Lagamar, Carmo do Paranaíba e Campos Altos; a região do Serro, próximo a Diamantina e a região de Araxá.

Antônio Carlos relata que todas as regiões do Estado produzem queijo artesanal, entretanto, não são reconhecidas legalmente e que esta é uma cultura difundida nos quatro cantos de Minas. “Temos que mudar esta lei, porque senão mataremos uma das culturas mais ricas de Minas Gerais”, opinou.

Antônio Carlos explica ainda que a economia mineira ganhará muito com a mudança, mas destaca que todos terão que seguir padrões de higiene e seguir normas na produção. “Conforme especifica o parecer, a mudança permitirá que qualquer local do Estado, desde que se adeque aos parâmetros legais, tenha o reconhecimento da produção do queijo maturado de leite cru”, explicou.